O NASCIMENTO DE VESTAL

04-03-2017 13:44

Muita curiosidade em torno do “nome” vestal. Realmente não é um termo conhecido, por isso irei apresentá-la...

Vestais eram sacerdotisas da deusa Vesta, na Roma Antiga, tinham que se manter castas enquanto serviam a deusa por trinta anos (tempos difíceis aqueles) e cuidavam do fogo sagrado do templo.

Eu convivia com um homem muito interessante em certo período da vida, ele dizia que eu caminhava feito uma vestal, com roupas esvoaçantes e transparentes, sem nada por baixo (fruto da imaginação dele lógico, pois homem quando dá para ser criativo, sai de baixo!).

A partir desta singela cantada solidificou uma relação muito boa entre nós, e a vestal se tornou uma identidade.

Gostaria de falar deste homem, já que tenho divagado sobre alguns tipos da espécie. Disse outrora e volto a afirmar aqui que os homens não são todos iguais, tampouco são culpados por desejarem várias mulheres, afinal eles são criados com liberdade sexual, são incentivados a ter muitas relações, mas quando encontram uma parceira precisam achar um botão de desliga libido.

O bom senso nos impede de cometer desatinos, mas ele não anda de mãos dadas com os sentimentos. E foi o mentor da vestal que me mostrou isso.

Maduro, seguro, sedutor, cheio de energia e querendo viver... do outro lado um casamento sólido. Qual casamento se mantém impecável por uma vida? Não existe! Todas essas bodas que vemos ser celebradas com tanto esmero, escondem muita submissão, muita abnegação. É certo que o sucesso de um casamento necessita do ceder, mas não acontece sem dor.

E qual dor justifica o amor?

A perda de identidade, o viver à sombra da vontade do outro, debaixo do cabresto da sociedade. A depressão chega como uma nuvem escura e encobre o sol da alegria, os casamentos ficam pesados, obrigatórios: contas, filhos, família, problemas... algumas pessoas sobrevivem, outras procuram o sol em outros locais.

Depois desta experiência atravessei o rio e observei o mundo sob outra perspectiva. Essa não é uma simples metáfora, é uma sabedoria oriental: “o rio tem duas margens e o ponto de vista depende do lado em que você está”.

Além dos ensinamentos, ele ajudou encontrar minha identidade na vestal, que é mais que um pseudônimo, é uma personagem que traz para o lado de cá tudo aquilo que vive dentro de mim e não é possível sê-lo no meu cotidiano.

Até a próxima viagem meus caros...

 

Autora: Vestal

Vestal é o pseudônimo de uma mulher admiradora do universo masculino. Cercada por esses seres tão práticos em contraposição com a complexidade feminina, observa o comportamento deles e afirma: os homens não são todos iguais!

Voltar

Procurar no site

Foto utilizada com a permissão da Creative Commons Michael Seeley, Kiwi Tom  © 2010 Todos os direitos reservados.