PEC 241/55-2016 OU O DESCONHECIMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA

30-10-2016 19:54

Sobre a PEC 241/55-2016 (Algumas coisas nunca mudam...):

O presente artigo, com base nas definições do filósofo José Chasin na obra “O Integralismo de Plínio Salgado” sobre as três vias de desenvolvimento capitalista (via clássica, via prussiana e via colonial) que caracterizaram o cenário mundial do século XX, nos ajudando a entender a conjectura econômica brasileira atual (Ver mais em: http://professorkassiano.webnode.com.br/news/tr%C3%AAs-vias-ou-casos-do-desenvolvimento-capitalista%3a-via-classica%2c-via-prussiana-e-via-colonial/), tem como objetivo mostrar aos defensores e apoiadores da PEC 241/55 que limita (Congela!?) os gastos públicos por 20 anos e das demais políticas de austeridade do governo Golpista de Michel Temer, os graves erros que estão cometendo.

Primeiro ponto, não é de se estranhar que muitos economistas e empresários estão temerários com essa PEC? Segundo, o objetivo de Temer, de sua equipe econômica apoiados pela mídia tradicional colonial é privilegiar o capital financeiro internacional, cuja riqueza está essencialmente calcada nos juros e nos rendimentos que são saqueados à revelia de boa parte da produção nacional. Terceiro, capital financeiro não é produtor de mercadorias, consequentemente, como gerará riqueza e desenvolvimento real para o país?

Quarto e último ponto, os idealizadores, defensores e apoiadores da PEC 241/55 não leram ou não entenderam a história do capitalismo brasileiro, na qual é sempre presente um fato: Como fomos ex-colônia por um longo tempo de Portugal (O Brasil foi o último país do mundo a acabar oficialmente com a escravidão!) realizamos, como país, o nosso desenvolvimento capitalista hiper-tardiamente no século XX, em relação aos países desenvolvidos. Como se deu esse desenvolvimento? Com uma forte presença do Estado na economia. Ou seja, no Brasil o grande empreendedor capitalista é o Estado! É o Estado quem toca a locomotiva do desenvolvimento econômico e social do país. Não são os empresários com "a sua livre iniciativa", como reza a tradição liberal. No Brasil, os empresários somente sobrevivem atrelados que nem carrapatos nas tetas do Estado, orbitando em volta dele, empreendendo e investindo sob à sua tutela e condução. Esse é o modus operandi do capitalismo brasileiro.

Por fim, como gera uma contradição dentro do próprio capitalismo brasileiro, não será nada estranho se daqui a algum tempo, passado o "clamor moralizante seletivo" (Leia-se: Operação Lava-jato) do atual momento histórico e dos interesses excusos do atual governo, a PEC 241/55 ser remendada ou até revista, dada a irracionalidade tacanha e o desconhecimento da história e do funcionamento da economia brasileira por parte dos seus idealizadores, defensores e apoiadores.

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