TRECHOS DO LIVRO DIREITO À PREGUIÇA DE PAUL LAFARGUE PARA UTILIZAR EM AULAS SOBRE TRABALHO MODERNO

31-05-2013 18:44

"Os operários não conseguem compreender que, cansando-se excessivamente, esgotam as suas forças antes da idade de se tornar incapazes para qualquer trabalho; que absorvidos, embrutecidos por um único vício [vício de trabalhar], já não são homens, mas sim restos de homens; que matam em si mesmos todos os belos talentos para só conservar, e luxuriante, a loucura furiosa do trabalho." CAP. III (p. 63)

"Se, extirpando do seu coração o vício que a domina e avilta a sua natureza, a classe operária se erguesse com a sua força terrível, não para reclamar os Direitos do Homem, que não são senãos os direitos da exploração capitalista, não para reclamar o Direito ao Trabalho, que não é senão o direito à miséria, mas para forjar uma lei de bronze que proibisse todos os homens de trabalhar mais de três horas por dia, a Terra, a velha Terra, tremendo de alegria, sentiria nela surgir um novo universo..." CAP. IV (pp. 75-77)

 

CITANDO O FILÓSOFO ROMANO CÍCERO, SOBRE O TRABALHO DO COMÉRCIO:

"Que pode sair de honroso de uma loja? E o que o comércio pode produzir de honesto? Tudo o que se chama loja é indigno de um homem honesto [...] uma vez que os mercadores não podem ganhar sem mentir, e o que há de mais vergonhoso do que a mentira?" APÊNDICE (pp. 81-83)

 

SOBRE A IDEIA DE LAFARGUE DAS MÁQUINAS ASSUMIREM TODO O PROCESSO PRODUTIVO, FAZENDO COM QUE OS HOMENS DE DEDIQUEM MAIS AO DESCANSO E AO LAZER:

"Nossas máqunas a vapor, com membros de aço, infatigáveis, de maravilhosa e inesgotável fecundidade, realizam por si próprias docilmente o seu trabalho sagrado: e, contudo, o gênio dos grandes filósofos do capitalismo continua a ser dominado pelo preconceito do assalariado, a pior das escravidões. Ainda não compreendem que a máquina é a redentora [libertadora] da humanidade, o Deus que resgatará o homem das sordidae artes [artes sórdidas] e do trabalho assalariado, o deus que lhe dará o lazer e a liberdade." APÊNDICE (p. 85)

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